Imagem: David Petri
ao som de: Diana Krall_Little Girl Blue
Sou uma alma que não cabe no meu corpo e sai por aí deixando recados
Era madrugada.
Sou um verso com sorriso aberto e braços à espera de uma rima tão mais simples que possa dar brilho aos dias mais cinzas e um pouco mais de contraste aos dias mais coloridos. Sou um domingo com sorvete, sol, uma rede e amigos queridos. Eu sou o que você pode chamar de pouco, mas inevitavelmente o que você vai saber dizer que é, sem nem precisar ouvir, sentir ou, sequer ver. Sou a lágrima e o sorriso juntos porque o meu sentir é sinestésico e não se percebe divisões. O abraço aguardando o berço guardado de outros braços e assim vou seguindo meus passos sendo até aquilo que você não descobriu ainda. Porque eu simplesmente sou. E, pra aquele que duvidar, eu dou um segundo, um sorriso, uma linha e uma agulha... eu ensino a costurar, sorrir e a colorir. Porque sou um verso que até soa bem naquele fundo musical da corda do teu violão ou de um sopro de flauta, uma gaita de fole. Porque o verso que eu sou, eu aprendi a ser assim... Da forma mais simples que há, só pra caber na estrofe da tua poesia.
Tenho tido sonhos estranhos. Tenho sentido coisas estranhas que nem sei explicar e muito menos dar nome. E o que mais me assusta é ver que não há outro caminho a seguir que não esse que se faz trilha no meu destino. E mesmo que não seja cheio de tijolos amarelos, meus sapatos vermelhos não querem outro. Mas meu homem de lata, meu leão e meu espantalho estão tão longe que eu tenho medo. O mágico se escondeu. O homem de lata já encontrou seu coração numa pequenina que virou sua vida, num livro que virou motivação e num povo que sempre foi vocação. O espantalho que acreditava precisar de um cérebro, percebeu que sua inteligência é como sua calma, esteve sempre ali, e ele, tolo, nunca havia percebido. E o rei da selva, que acreditava só ter tamanho, encontra sua coragem nos percalços que o destino escreveu para ele e nota que o que parecia problema, pode ser alegria e o medo é, no fundo, cautela. Quanto ao meu destino e à cidade das Esmeraldas? Quem sabe eu ainda fique lá, protegida, onde sei que nada poderá me fazer mal. Nem sonhos estranhos, nem a saudade dele que me chega alvoroçada... nem uma saudade qualquer.
Algum lugar além do arco-íris, acima das montanhas, há uma terra que eu ouvi falar uma vez em uma canção de ninar .Psiu: Foto tirada às 7:14hs, do 12º andar e Samara, com um copo de café nas mãos. Começar um dia de trabalho assim, anima!
Autoria: Trecho traduzido da Música: Somewhere Over The Rainbow
ao som de: Norah Jones_Somewhere Over The Rainbow
Quero ser
Da jabuticaba retina acende
Em preto e branco de um
Esquadrinho um campo
Dia de festa da minha nova idade rs.
Ah, esse riso guardado nos olhos!
Os finais de semana favorecem muito o diálogo interior, pelo menos para mim é assim. É quando converso comigo mesma... agrada-me a subjetivação. Ultrapasso os limites e varro-me sem complacência. Por um tempinho, cabe-me estar comigo e ninguém mais. Preciso disso.
...é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois.
Palavras buscam rumo entre seus dedos, mas perdem-se nas linhas das suas mãos pequenas e cansadas. Passos já deixam descalços seus pés, pois querem agora parar e percorrer a mansidão de cada detalhe enquanto que as suas mãos mansas buscam os entalhes de todo o contorno.
Porta que se fecha num vento abrupto...